domingo, 19 de Agosto de 2012

Tiago Caiado Guerreiro: Corrupção em Portugal





Um video que vale a pena ver/rever e ouvir atentamente.
O dr. Tiago Caiado Guerreiro (Fiscalista) pronuncia-se sobre a corrupção em Portugal.
Afirmando ser o país "o paraíso dos corruptos" refere os "casos de fortunas inexplicáveis e que continuam por explicar, que apareceram de repente após o exercício de cargos políticos ou em ligação com o poder."
"Um país onde se pode bater sempre nos contribuintes mas onde se tratam , maravilhosamente, os corruptos."

quinta-feira, 16 de Agosto de 2012

Textusa(Blogue): uma lição magistral sobre o aparecimento e justificação de uma profissão emergente, relacionada com a manipulação e distorção da Opinião Pública





Penso e espero não estar a cometer qualquer tipo de ilegalidade, atendendo a que a fonte está bem referenciada e identificada.
Entretanto, atendendo à actualidade do assunto em causa e magistralidade com que está exposto, não resisti à tentação de o divulgar aqui, neste espaço que é meu porque acredito, firmemente, na máxima "Conhecimento é Poder".
Poder para enfrentar e Poder para prevenir.
Pena é que esta jóia, cuja fonte não me admiraria tivesse como proveniência uma cátedra,  esteja em inglês...
Façam o favor de ler:



terça-feira, 14 de Agosto de 2012

"O ESTADO ESMAGADOR"


P. Kuayñchi
...

"Entre os diversos dramas desta crise, existe um que parece subterrâneo. A esquerda não fala dele porque passou a defender acriticamente o Estado; a direita porque, quando está no poder, não lhe convém; os jornais porque não conseguem fazer manchetes.
Mas ele aí está, caído sobre a classe média (quase todos) e, em particular, abatendo os que trabalham por conta de outrem. Falo dos impostos.
Todos os dias ouvimos que há pessoas obrigadas a entregar casas à banca, mas que sabemos sobre os que são forçados a pagar impostos com o que têm e o que não têm?
Quantas pessoas têm salários e bens penhorados pelo fisco?
Quantos tiveram de ir às poupanças para pagar o IRS?
Dir-me-ão: são ricos! Não são!
Alguns ganham bem, é certo, mas não são ricos. São os que pagam os impostos que servem para todas as coisas — boas ou más, de subsídios e pensões às fortunas que o Estado paga a advogados ou a consultores.
Os que são ricos de verdade fazem o chamado planeamento fiscal. Têm dinheiro para se aconselhar com advogados (alguns serão os mesmos que escreveram ou idealizaram as leis): as suas casas são de offshores, as suas vidas são pautadas por todos os cuidados para não pagar; divórcios simulados, fortunas em nome de mulheres, ex-mulheres, filhos, etc, tudo com vista a pagar o menos possível e a sacar o máximo nos negócios que vão fazendo com o Estado.
São, pois, os que trabalham e vivem de um salário acima dos 1500 euros por mês que sustentam o Estado. E este, com as regulações, as fiscalizações, os cruzamentos de dados, vai progressivamente extorquindo-lhes mais e mais.
A grande subida começou há 40 anos para pagar (e bem), além das funções tradicionais do Estado, reformas, pensões, saúde e educação — o Estado Social. Depois, os impostos pagaram várias festas de obras públicas, energias renováveis e os célebres “projetos de interesse nacional”. Agora, servem para equilibrar contas que o Estado pôs no vermelho.
O IVA subiu de 16% para 23% (ou seja, 44%) em 10 anos. O IRS, consoante o escalão e as deduções, subiu outra enormidade. As taxas ocultas na luz, na água, no gás, nas diversas atividades, sejam profissionais sejam de lazer, são mais do que muitas. O Estado esmaga-nos e ninguém nos defende, salvo um ou outro suspiro do dr. Paulo Portas…"

Henrique Monteiro
Expresso | sábado, 11 Agosto 2012

terça-feira, 10 de Julho de 2012

"Debate Pedro Passos Coelho José Sócrates"- passado um ano convém recordar e reflectir


 Dirigindo-se a PPC:

" (...) o senhor não tem outro discurso que não seja acusar-me de ser o responsável pela crise."
José Sócrates

Passou um ano e o discurso do governo de PPC é o mesmo!...

Entretanto, reportando-nos ao inicio desta entrevista e atendendo ao argumento apresentado por PPC sobre a sua falta de experiência governativa e idade este, com toda a naturalidade, estabelece uma comparação entre a sua condição de candidato a Primeiro-Ministro de Portugal e David Cameron, Primeiro-Ministro Inglês.
Influenciada pelas notícias que têm saído a público, sobre a "licenciatura-relâmpago" de um dos membros do actual governo decidi fazer uma pesquisa rápida e deparei com a seguinte curiosidade, na wikipedia:
No perfil de PPC, em Português,na sua biografia não consta a alínea Educação (com detalhes pormenorizados do seu percurso académico), sendo dado único relevo à sua "carreira" política.

Ver biografia:

Mais preciso mas igualmente confuso,  no perfil apresentado em Inglês constam as informações relacionadas com o seu pouco ortodoxo perfil académico que faz referência a uma licenciatura em Economia iniciada em 1999 e terminada em 2001, na Universidade Lusíada.

 Ver biografia: 
Não satisfeita e de algum modo chocada com a comparação algo leviana estabelecida entre as duas situações  no que dizia respeito à preparação para o exercício de tão elevado cargo nacional, procurei a biografia de David Cameron e, como se pode depreender, são abismais as diferenças que caracterizam estas duas individualidades, em termos de conteúdos e substância dos respectivos percursos académicos, com todas as consequências - gravosas no caso Português - que daí advêem.
O mesmo se passa com Tony Blair!
A preparação e solidez proporcionadas pelas diferentes étapas da sua formação de vários anos de estudo e reflexão em matérias tais como a Filosofia, Política e Economia dão-lhes um substracto essencial para o cargo que desempenharam/desempenham e a lucidez necessária e suficiente para decidirem de acordo com os projectos políticos que defendem em nome e defesa dos melhores interesses do país que representam.
Conclusão: atitudes de subserviência, submissão e rendição a outros valores e objectivos que contrariem ou se oponham aos seus interesses nacionais são, pura e simplesmente rejeitados e combatidos.

Ver biografia:
 David Cameron

segunda-feira, 2 de Julho de 2012

Des-Acordo Ortográfico


Já não é só o Centro Cultural de Belém -- instituição de direito privado, sem tutela pública. Ou Serralves. Ou a Casa da Música. Já não são só a generalidade dos jornais que o ignoram -- Correio da Manhã, Jornal de Notícias, Público, i, Diário Económico e Jornal de Negócios, além da revista Sábado.
Já não só os angolanos ou os moçambicanos, que se demarcam!   Ou até os macaenses!!!... Sem excluir os próprios brasileiros - que, esses, continuam a falar e a escrever sem ligarem a qualquer acordo ou gramática, mesmo que seja a deles!
  
Por cá também já se perdeu de vez o respeitinho pelo Acordo Ortográfico. Todos os dias surge a confirmação de que não existe o consenso social mínimo em torno deste assunto.

São os principais colunistas e opinadores da imprensa portuguesa. Pessoas como Anselmo Borges, António-Pedro Vasconcelos, Baptista-Bastos, Frei Bento Domingues, Eduardo Dâmaso, Helena Garrido, Inês Pedrosa, Jaime Nogueira Pinto, João Miguel Tavares, João Paulo Guerra, João Pereira Coutinho, Joel Neto, José Cutileiro, José Pacheco Pereira, Luís Filipe Borges, Manuel António Pina, Manuel S. Fonseca, Maria Filomena Mónica, Miguel Esteves Cardoso, Miguel Sousa Tavares, Nuno Rogeiro, Pedro Lomba, Pedro Mexia, Pedro Santos Guerreiro, Ricardo Araújo Pereira, Vasco Pulido Valente e Vicente Jorge Silva.

É o ex-líder socialista, Francisco Assis, que se pronuncia sem complexos contra este «notório empobrecimento da língua portuguesa».
 
É o encenador Ricardo Pais, sem papas na língua.

É José Gil, um dos mais prestigiados pensadores portugueses, a classificá-lo, com toda a propriedade, de «néscio e grosseiro».
 
É a Faculdade de Letras de Lisboa que recusa igualmente impor o acordo. Que só gera desacordo.
 
Um acordo que pretende fixar norma contra a etimologia, ao contrário do que sucede com a esmagadora maioria das línguas cultas. Um acordo que pretende unificar a ortografia, tornando-a, afinal, ainda mais díspar e confusa. Um acordo que pretende congregar mas que só divide.


Um acordo que está condenado a tornar-se letra morta ... no todo ou em parte
DEPENDE, APENAS, de cada um de nós!

É preciso evitar sermos destruídos por intelectualóides, ignorantes e arrogantes, que procuram a celebridade com palhaçadas, à custa daquilo que Portugal tem de melhor!  
E os políticos, com medo de os chamarem ignorantes (que são), alinham com qualquer fantasia que seja apresentada com ares de inteligência!!! ...COITADOS!...

Source: mail

terça-feira, 19 de Junho de 2012

"Salário mínimo de 485 euros dá pouco mais de 16 euros por dia para viver" (Sicnotícias)



P. Kuayñchi:  a Arte ao serviço da crítica social(III)

 "Salário mínimo de 485 euros dá pouco mais de 16 euros por dia para viver"

 

 É uma vergonha... sobretudo quando comparado com o que se passa do outro lado, o daqueles que têm auferido escandalosos rendimentos sem sequer terem de prestar contas pela gestão danosa dos organismos que tutelaram... um desprestígio para um país "europeu" e uma falácia para quem defende que pode haver desenvolvimento sem motivações e incentivos individuais e colectivos à produção...Profundo desencanto e enorme tristeza!